Casamento com comida mineira: o meu!

Posso dizer que a semente do Silvia Oliveira – Eventos Criativos nasceu na minha festa de casamento há cinco anos. Sempre gostei de organizar pequenas festinhas – do convite à lembrança. Mas na época em que me casei existia outro desafio: como fazer uma festa de casamento elegante, festiva e sem gastar muito?

Bom, a gente até conseguiu fazer algo elegante e festivo… já o “sem gastar muito” fica para o aniversário de cinco anos de casada! Rá! Para começar, eu queria um convite impactante (desculpe, sempre tive mania de grandeza) e rústico. Numa empresa de facas especiais mandei cortar os envelopes em papel Kraft que dobrados tinham o tamanho de um A4. Colei papel artesanal na frente, deixando um espaço onde um calígrafo escreveu os nomes dos convidados. Para fechar o envelope usei sisal e pedras rústicas. Sim, eu mesma fiz os mais de 70 convites do meu casamento!

Optei por um almoço que foi realizado num radiante domingo de sol na Chácara Graciosa, em Londrina. Servimos comida mineira, minha paixão, com direito a angu cremoso e leitão à pururuca. O banquete ficou por conta do Buffet Tratwein.

As flores escolhidas foram gérberas laranjas e amarelas que se alternavam em arranjos baixos e altos, em cachepôs de cipó. A novidade ficou por conta do meu cardápio, um caderninho de anotações que contava a história da comida mineira, trazia uma receita de pão de queijo além, claro, de explicar o menu do casório. Foram quase 70 caderninhos que o Raul (o maridex) e e eu passamos quase dois meses encapando (com o mesmo papel artesanal usado nos convites) e encadernando com wire (aspiral de arame). Na capa colocamos adesivos feitos sob encomenda com as nossas iniciais.

A lembrança foi um CD com as nossas músicas preferidas. O Raul gravou e imprimiu as etiquetas. Comprei a capinha de CD em papel Kraft para acompanhar o estilo do convite e menu e embalei com uma fita verde. Ficou uma graça. No lugar da mesa de docinhos, compotas mineiras: doce de abóbora, goiabada, cidra, doce de mamão e queijim de minas! Os bem-casados foram alojados na mesa do cafezinho juntamente com deliciosas broinhas de fubá.

Nesse dia entrei Sílvia Oliveira e saí Sílvia Oliveira Mattar – meu sobrenome de casada. A Oliveira, jornalista e blogueira, continua crica, inquieta e um tanto quanto desequilibrada. A Mattar segue exigente. Virou mãe da Mariana e esposa dedicada do Raul – o fotógrafo oficial do novo brogue – meu segundo, filial do Matraqueando, onde a gente fala de viagens e comidinhas. Já aqui posso colocar todos meus devaneios criativos. Aquela vontade imensa de mostrar como custa pouco ser feliz,  como passar café na hora, colocar flores na casa ou receber de forma inventiva um amigo para petiscar. Sempre a seu dispor!

Fotos: Raul Mattar e Henry Jr.

Arranjo de flores em potinhos de vidro

Um pouco antes do Natal, recebemos a família para uns comes e bebes em casa. Era sábado e eu havia trabalhado o dia inteirinho. Não deu muito tempo para inovar nem criar nada muito especial.

Mas flores são daqueles intens essenciais em qualquer reuniãzinho, por mais reba que seja o “evento”.  Rá!  Para não deixar mesa e aparador sem esse detalhe tão importante providenciei diversos potinhos de vidro vazios (de azeitona, de papinha de bebê, entre outros) e cortei as flores de uma vaso de crisântemo que estava na sacada de casa.

Foi só encher os potinhos de água e ajeitar os arranjinhos, tirando o excesso de folhes do caule e cortando na altura adequada. Espalhei por vários pontos da sala. Pronto! Ficou fofo, suave, não deu trabalho nenhum e saiu praticamente de graça!

Fotos:  Raul  Mattar